Pular para o conteúdo
Converse conosco Escolha uma das opções
Whatsapp

Quem teve Covid-19 pode doar sangue?


Quando o assunto é doação de sangue às vezes a gente fica com umas dúvidas, né? O que pode e o que não pode? Quando pode? E uma dúvida recorrente é sobre a doação pós-infecção pela tão temida Covid-19. Sendo a doença tão contagiosa, a gente já imagina que deve demorar um tempo para poder voltar a ser um doador consciente depois de testar positivo. Mas quanto tempo, gente? 

Para elucidar essas e outras dúvidas, conversamos com o professor da Medicina UniFTC e médico hematologista Hugo Carvalho. O especialista vai trazer outras informações importantes para que, neste Junho Vermelho, mês da doação de sangue, você possa realizar a boa ação em segurança e sem peso na consciência.

1 – Pessoas que contraíram a Covid-19 podem doar sangue? 

A resposta é SIM! Mas tem um período para que a doação possa ser feita, que são 30 dias após passarem os sintomas. Embora seja uma doença nova sobre a qual a ciência ainda está descobrindo diversas coisas, não há evidências de transmissão através da transfusão, como explica o professor Hugo Carvalho. 

2 – Pacientes que já tomaram a vacina precisam esperar algum tempo para realizar a doação?

A resposta também é sim. Os pacientes vacinados precisam esperar sete dias após a aplicação da segunda dose do imunizante para poder realizar a doação. Apenas em caso de real necessidade, o doador pode realizar a doação sete dias após a primeira dose. 

3 – É seguro ir doar sangue em tempos de pandemia?

O professor Hugo Carvalho explica que é comum haver uma queda nas doações em períodos de crise, ainda mais quando existem restrições, como no caso da pandemia do coronavírus, mas que a doação é totalmente segura. “Por exemplo, no Hemoba, é possível agendar tanto por telefone quanto pela internet e a pessoa vai apenas no horário reservado fazer a doação tranquilamente. Esse gesto ajuda muitos pacientes que vão precisar de transfusão neste período tanto por causa da Covid-19, quanto por outras patologias”.

Na Bahia, você pode realizar o agendamento para a sua doação através do site ou telefone do Hemoba

4 – Por que é importante continuar doando sangue mesmo na pandemia? 

Diversas doenças e tratamentos que precisam da transfusão de sangue não podem esperar a pandemia passar. A própria infecção causada pela Covid-19, em alguns casos, levam à necessidade da transfusão, como explica Hugo Carvalho no áudio abaixo. 

Apesar da pandemia

Apesar de os holofotes estarem voltados para a pandemia do coronavírus devido a gravidade da doença e da situação, é preciso estar atento também a outras doenças virais na hora de pensar em doar sangue. Segundo o professor e hematologista Hugo Carvalho, qualquer pessoa com caso viral documentado precisa aguardar 30 dias após a recuperação para realizar a doação de sangue. 

O médico ainda reforça que existem vários tipos de virose que  muitas pessoas não levam em consideração e, que por  isso que existe a triagem antes da doação. “Na triagem, as perguntas são pensadas para identificar os pacientes que tiveram algum quadro de virose e não notaram. Sintomas como febre, presença de alguma mancha no corpo, coriza e dor de garganta são dignos de atenção. Se a pessoa tiver apresentado esses sintomas num prazo de 14 dias, ela não vai poder realizar a doação”, explica. 

Fique atento

Algumas doenças virais e que ainda continuam sem cura impossibilitam o portador de realizar a doação para não disseminar a contaminação da doença. Dentre elas estão as pelas hepatites B e C, o vírus do HIV, o vírus do HTLV, a doença de Chagas e a Sífilis. 

“Antes da doação,  é feita uma triagem sorológica, até por métodos moleculares, para certificar que o doador nunca teve estas infecções. Isso torna a transfusão segura”, explica o professor, que ainda reforça a importância de levar em consideração o surgimento de novas doenças. 

“Pode ser que surjam, com o tempo, alguns vírus que ainda não conhecemos e que possam ser uma contraindicação para a doação lá na frente. Por isso, é muito importante uma triagem completa”, afirma Hugo.

Banner Teste